segunda-feira, junho 03, 2013


Como andar de bicicleta

"É mais difícil matar fantasmas do que uma realidade"
Virginia Woolf



Eu nunca fui do tipo que segue padrões. Nunca. Enquanto todo mundo gostava de suco de morango, eu pedia suco de caju, mas engana-se você que acha que era para ir contra, é que na verdade, eu nunca gostei das coisas que todo mundo gostava. Quando gostava, gostava e pronto, assumia.

Não sou adepta de bebidas alcóolicas e carne vermelha. não me crucifique por isso. meu vicio está nas doses exageradas de chá verde (pode fazer cara de nojo) e suco de uva, assim como sou viciada em livros, desenhos de passarinhos, bicicletas, microfones e doces.

Quando ainda pequena minhas amigas queriam ser médicas, professoras, e eu queria trabalhar na tv. Sempre quis, muito antes disso tudo estar no centro das atenções.

É mas, nem sempre foi fácil. Enquanto todo mundo comia carne, eu me 'deliciava na sopa instantânea'  e nunca reclamei. Sou do tipo que se precisa fazer alguma coisa que eu não quero, mas não tem outro jeito, faço, mas faço do meu jeito. Se é pra ir pra praia vamos, mas vou de maiô, chapéu e bermuda, é só o meu jeito de enfrentar a situação. Enquanto todo mundo quer uma biz, eu quero uma bicicleta e pesquiso sobre formas alternativas de viver. 

Tirei carta, contra minha vontade, sabendo que é uma necessidade, odiando dirigir, meus pais acham um absurdo comprar uma camera ao invés de um carro. Assim, como minha familia toda ainda não entende muito bem  o que faço. Eles sabem que mexo com comeras e escrevo, desde 2005, quando escolhi um curso lá, que não era medicina, biomedicina, fisioterapia, direito, nem nada muito padrão. Fui fazer comunicação. Faz 8 anos que eles não compreendem muito bem minha vida. algo um pouco fora do padrão. 

Gosto de arte de rua, frases nos muros e tenho uns desenhos marcados na pele. Algumas pessoas não gostam desse meu gosto e me olham torto por isso; gosto de escrever e ler e não faço nada muito igual.

Certamente você não me encontrará na fila do cinema pra assistir ao filme do momento, muito menos na balada que 'bomba' na cidade, não verá minha foto na coluna social, muito menos fazendo obaoba pro jornalista bambambam do jornaleco da cidade, porque meus gostos passam longe do glamour que pseudo-socialite falida que a massa interiorana adora achar que é chique acha bonito.

Minhas opiniões não pairam sobre aquilo que eu li no livro de autoajuda ou naquele mais vendido, pois não é essa a literatura que me agrada. Tenho dificuldades em aceitar aquilo que todo mundo curte e me questiono sobre isso.

Você pode achar tudo isso muito umbiguista, egoista, narcisista ou o que bem entender. me desculpe. ache o que achar. minha opinião não muda muito fácil por causa da sua. Levei anos pra aprender que a gente não precisa - e nem vai -  agradar a todos. 









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